segunda-feira, maio 31, 2010



Reflete características de olhos sinceros,
mostra-me de jeitos tantos, de intentos mancos.
Vou saltando de olhar em olhar...
To no olho do menino que tem o bucho faminto nos olhos.
Pretos olhos, milhões desses comuns, 
normopatológicos, ignorados,olhos.
Vocês, olhos pretos, que tem de bucado, de porrada, 
junta aí, dá mais uma gafada.
Devora o mundo que a fome é grande.
É só olhar da janela dessa sua íris negra 

que verás ele, mundo grande, 
tão grande que funde terra, aguá, agonia e fome!


Ana Carolina 01/06/10

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